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01/07/2010 | 16h07
Testes confirmam que remédio contra diabetes traz riscos ao coração
    
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
Risco aumenta de 28% a 39%, além de aumentar casos de mortes por infarto

O medicamento Avandia, do laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), utilizado contra a diabetes, aumenta o risco de problemas cardiovasculares, segundo a análise dos resultados de 50 testes clínicos publicados nesta segunda-feira (28) e que confirmam estudos anteriores. O risco aumenta de 28% a 39%, mas o número não vem acompanhado de um aumento de mortes por infarto.

Esta análise, realizada pelos médicos Steven Nissen e Kathy Wolsky da Cleveland Clinic Foundation, estudou 56 ensaios clínicos até fevereiro de 2010.

Os testes contaram com a participação de 35.531 pacientes, dos quais 19.509 haviam tomado Avandia (molécula rosiglitazona), enquanto 16.022 foram tratados com o medicamento Artos (molécula pioglitazona), da mesma categoria que o anterior mas do laboratório japonês Takeda. Segundo os autores destes trabalhos publicados nesta segunda-feira na versão on-line do jornal Archives of Internal Medicine, os resultados já haviam sido sinalizados em estudos anteriores.

- Estes resultados são similares aos estudos feitos anteriormente (em 2007) pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline, a agência americana de medicamentos (Food and Drug Administration) e pesquisadores independentes, e dão conta de um aumento de risco cardiovascular nos doentes que utilizam a rosiglitazona.

Em comunicado, os pesquisadores "A FDA já anunciou que um grupo de especialistas independentes se reunirá em julho para recomendar ou não a retirada deste medicamento do mercado."

A análise foi publicada hoje, antes que essa reunião aconteça, e voltará a ser publicada na versão impressa do jornal médico no dia 26 de julho.

A comercialização da rosiglitazona foi autorizada em 1999 pela FDA para tratar a hiperglicemia - taxa elevada de açúcar no sangue - nos pacientes que sofrem de diabetes tipo 2 ou nos adultos.

Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes, das quais 23 milhões são americanas.

Fonte: 28/06/2010 - Portal R7
 
 
 
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