A partir desta terça-feira, 7 de abril, entra em vigor o reajuste anual dos preços dos medicamentos no Brasil. O aumento máximo autorizado é de 3,81%, conforme definição dos órgãos reguladores, e foi organizado em faixas distintas conforme o nível de concorrência de mercado de cada produto.
Para esclarecer a população sobre a mudança, o conselheiro do CRF-GO, Álvaro Paulo concedeu entrevista à TV PUC, explicando como funciona o reajuste, quais categorias podem ser mais impactadas e de que forma o paciente pode reduzir os custos do tratamento sem comprometer a segurança.
Segundo a regra em vigor, o reajuste é dividido em três níveis, conhecidos como faixa 1, faixa 2 e faixa 3. O enquadramento de cada medicamento depende do grau de competitividade no mercado.
A faixa de maior reajuste, com teto de 3,81%, engloba medicamentos com maior concorrência entre fabricantes, como os utilizados no tratamento de doenças crônicas, a exemplo de hipertensão e diabetes. Mesmo inseridos na faixa mais alta, esses produtos costumam permitir maior margem de negociação entre laboratórios, distribuidoras e farmácias, o que pode resultar em descontos para o consumidor final.
Já a faixa de menor reajuste, de 1,13%, se aplica aos medicamentos com menor concorrência no mercado, ou seja, aqueles com menos fabricantes disponíveis.
Na prática, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos estabelece o preço de fábrica e também o preço máximo ao consumidor. Isso significa que as farmácias não podem cobrar acima do valor teto definido. Ainda assim, dentro desse limite, podem oferecer descontos, o que reforça a importância de o consumidor pesquisar preços e buscar orientação profissional.
Outro ponto destacado é que os medicamentos fitoterápicos e homeopáticos não foram incluídos nesse reajuste. Assim, os pacientes que fazem uso dessas categorias não terão impacto relacionado a esse aumento específico.
Durante a entrevista, o conselheiro também reforçou que uma das alternativas para economizar é recorrer à intercambialidade, sempre com orientação do farmacêutico. O profissional pode indicar opções mais acessíveis, fabricadas por outros laboratórios, mas com o mesmo princípio ativo e a mesma finalidade terapêutica.
A recomendação é que a população converse com o farmacêutico antes de qualquer substituição. Dessa forma, é possível manter o tratamento de forma segura, adequada e mais compatível com o orçamento.

