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Audiência pública debate impactos do descarte inadequado de canetas emagrecedoras

Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Goiânia debateu os impactos ambientais e os riscos à saúde pública provocados pelo descarte inadequado de canetas emagrecedoras e seringas. O encontro aconteceu na última quinta-feira (7) e foi tema de reportagem da TV Câmara Goiânia.

O debate foi proposto pelo vereador Anselmo Pereira (MDB) e reuniu representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO), Sindicato dos Farmacêuticos, Vigilância Sanitária, Agência Municipal do Meio Ambiente e Companhia de Urbanização de Goiânia.

Durante a audiência, foram discutidas as dificuldades enfrentadas atualmente para o descarte correto desses materiais, uma vez que farmácias e drogarias não estão aptas a receber esse tipo de resíduo perfurocortante. Também foram apontados problemas relacionados à falta de programas de recolhimento por parte das indústrias fabricantes e à entrada de produtos ilegais no mercado brasileiro.

Em entrevista, a presidente do CRF-GO, Luciana Calil, alertou para os riscos ambientais e sanitários relacionados ao descarte inadequado desses materiais. Segundo ela, ainda não existe um local adequado para o descarte das canetas após o uso, e as farmácias não podem receber esses resíduos devido ao risco envolvendo materiais perfurocortantes.

Luciana Calil também destacou a preocupação com os trabalhadores responsáveis pela coleta de resíduos e com os impactos ambientais provocados pelo descarte em lixo comum.

“Hoje nós não temos um lugar adequado para esse descarte. As farmácias não podem receber porque é um perfurocortante, as unidades de saúde não estão recebendo e ainda não existe um programa da indústria para recolher esse produto após o uso”, ressaltou.

A presidente do CRF-GO ainda chamou atenção para o aumento expressivo do uso das canetas emagrecedoras e para os riscos gerados quando esses materiais são descartados incorretamente.

“Estamos falando de agulhas que entram em contato com fluidos corporais. Quando descartadas no lixo comum, podem contaminar o meio ambiente e colocar em risco os trabalhadores que fazem esse recolhimento”, afirmou.

A discussão reforçou a necessidade de conscientização da população, da criação de soluções adequadas para o descarte desses resíduos e da atuação conjunta entre órgãos públicos, setor produtivo e sociedade para garantir mais segurança ambiental e sanitária.

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