A novela “Três Graças”, exibida pela TV Globo, trouxe à tona um problema real e grave: a falsificação de medicamentos. Na trama, pacientes recebem placebos no lugar de medicamentos verdadeiros uma situação que, infelizmente, já ocorreu fora da ficção.
No Brasil, um dos casos mais emblemáticos foi o das “pílulas de farinha”, em 1998, que resultou em centenas de gestações indesejadas e reforçou a importância da fiscalização sanitária e do controle rigoroso na cadeia farmacêutica.
Além da atuação dos órgãos reguladores, outros elos da cadeia são fundamentais para garantir a segurança do paciente, como os operadores logísticos. Por meio de sistemas de controle, conferência de lotes e rastreabilidade, essas empresas ajudam a prevenir desvios, furtos, roubos e fraudes durante o transporte e a distribuição de medicamentos.
Segundo especialistas, uma prática comum do crime organizado começa com o furto de cargas, seguido da falsificação dos medicamentos, utilizando dados reais de lote e validade, o que facilita a entrada desses produtos irregulares no mercado. A serialização unitária, com número de série individual em cada embalagem, é uma das principais ferramentas para identificar duplicidades e irregularidades.
Para que esse processo seja eficaz, é essencial que todos os envolvidos na distribuição contem com tecnologia adequada e sistemas capazes de ler códigos com precisão e agilidade. Além de combater a falsificação, o aumento da rastreabilidade também contribui para a redução de roubos e furtos de cargas no país.
??? O farmacêutico tem papel estratégico nesse cenário, atuando na vigilância, orientação e garantia da qualidade dos medicamentos que chegam à população.
? Segurança do medicamento é responsabilidade compartilhada em toda a cadeia.

