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Medicamentos ilegais para emagrecimento colocam saúde da população em risco

A prisão de uma estudante de 20 anos em flagrante, ao transportar medicamentos emagrecedores de origem paraguaia, reacende o alerta sobre os riscos sanitários da comercialização e do uso de fármacos sem registro, indicação ou procedência comprovada no Brasil. A abordagem foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante fiscalização de rotina na BR-267, em Maracaju (MS).

No interior de uma mala despachada em um veículo de transporte de passageiros, os policiais encontraram 134 unidades de tirzepatida 15 mg, comercializadas sob diferentes nomes — Lipoless, Tizerc, T.G e Tirzec — além de ampolas de GHK-CU, substância utilizada em procedimentos estéticos. De acordo com a PRF, os produtos são proibidos para comercialização no país, conforme normas da Anvisa.

Do ponto de vista farmacológico, o caso é especialmente preocupante. Medicamentos como a tirzepatida atuam diretamente em mecanismos hormonais complexos, envolvendo o eixo metabólico e o sistema endócrino. Seu uso exige prescrição médica, acompanhamento clínico e farmacovigilância rigorosa. Fora desse contexto, o risco de eventos adversos graves como hipoglicemia, pancreatite, distúrbios gastrointestinais severos e efeitos cardiovasculares aumenta de forma significativa.

Além disso, produtos sem procedência conhecida podem apresentar dosagem incorreta, contaminação, falhas de estabilidade e até ausência do princípio ativo, o que compromete completamente a segurança do paciente. A utilização de nomes comerciais diferentes para uma mesma substância é uma estratégia comum no mercado ilegal para dificultar rastreabilidade e fiscalização.

Orientação à população

Vice-presidente do CRF-GO, Daniel Jesus alerta que a população deve desconfiar de:

* Medicamentos vendidos fora de farmácias e drogarias regularizadas
* Produtos anunciados em redes sociais, aplicativos de mensagens ou por intermediários informais
* Promessas de emagrecimento rápido sem acompanhamento profissional
* Embalagens sem registro na Anvisa, bula ou identificação clara do fabricante
* O uso de medicamentos para emagrecimento sem indicação clínica não é apenas ineficaz, mas potencialmente perigoso.
* O papel do farmacêutico no combate ao uso indiscriminado

O farmacêutico tem atuação estratégica na contenção da comercialização irregular e do uso abusivo desses medicamentos. 

Cabe a esse profissional:

* Orientar pacientes sobre indicações corretas, riscos e efeitos adversos
* Reforçar a importância da prescrição e do acompanhamento médico
* Recusar a dispensação de produtos sem registro ou documentação adequada
* Atuar em ações educativas, farmacovigilância e denúncia aos órgãos competentes
* Combater a desinformação e o apelo comercial que banaliza o uso de fármacos potentes

A crescente apreensão de medicamentos emagrecedores ilegais evidencia um problema que vai além da segurança pública: trata-se de uma questão de saúde coletiva. O enfrentamento exige fiscalização, conscientização da população e a atuação firme dos profissionais de saúde, especialmente do farmacêutico, na promoção do uso racional de medicamentos.

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