Uma molécula desenvolvida no Brasil pode representar um novo capítulo no tratamento de lesões na medula espinhal, condição que, por décadas, foi considerada irreversível. A polilaminina, criada pela pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem sendo estudada há mais de 20 anos e já apresenta resultados iniciais que despertam atenção da comunidade científica.
A molécula é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e responsável por auxiliar a conexão entre os neurônios. A partir dessa base, a polilaminina foi projetada para estimular a regeneração de nervos e contribuir para a recuperação de movimentos em pessoas com lesões medulares.
Os estudos foram conduzidos pela equipe da UFRJ em parceria com a farmacêutica Cristália. Nos experimentos, a polilaminina foi aplicada diretamente na medula espinhal de pacientes durante procedimentos cirúrgicos. Os resultados variaram: alguns apresentaram melhora clínica, enquanto outros demonstraram recuperação significativa dos movimentos.
Atualmente, o tratamento está em fase inicial de testes clínicos para avaliação de segurança em humanos. A etapa é fundamental para confirmar se a polilaminina pode avançar como alternativa terapêutica no futuro.
Com mais de 25 anos dedicados à pesquisa da laminina, Tatiana Coelho de Sampaio lidera o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ e é responsável por uma das iniciativas brasileiras mais promissoras no campo da medicina regenerativa.
Crédito da imagem: UFRJ

