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Março Amarelo reforça atenção aos sinais da endometriose e à importância do diagnóstico precoce

A campanha Março Amarelo chama a atenção para a endometriose, doença inflamatória crônica que atinge milhões de mulheres em idade reprodutiva. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre os sintomas e alertar para a importância do diagnóstico precoce, já que muitas pacientes convivem por anos com sinais da doença antes de receberem o diagnóstico correto.

Um dos principais fatores que contribuem para esse atraso é a naturalização da dor menstrual intensa. Ainda é comum que cólicas fortes sejam consideradas parte normal do ciclo, o que pode levar muitas mulheres a adiar a busca por avaliação especializada. No entanto, dores incapacitantes ou sintomas persistentes devem ser investigados.

Quando a dor menstrual exige investigação

As cólicas menstruais são comuns e, na maioria dos casos, apresentam intensidade moderada, respondendo bem a analgésicos e não interferindo significativamente nas atividades diárias. Já na endometriose, a dor costuma ser mais intensa e pode piorar ao longo do tempo.

Entre os sinais que merecem atenção estão dor pélvica persistente, desconforto durante a relação sexual, dor ao evacuar ou urinar, especialmente no período menstrual, além de distensão abdominal, alterações intestinais ou urinárias cíclicas e sangramentos fora do padrão habitual. Esses sintomas podem surgir gradualmente e impactar a rotina pessoal e profissional da paciente.

Impactos que vão além do desconforto físico

A endometriose pode afetar diferentes aspectos da qualidade de vida. Além da dor pélvica, a doença pode interferir no sono, no humor, no desempenho no trabalho e nas relações sociais.

Nos casos mais complexos, as lesões podem atingir órgãos como intestino e bexiga, o que amplia o quadro de sintomas e pode dificultar o diagnóstico inicial. Em algumas pacientes, a infertilidade acaba sendo o primeiro sinal que leva à investigação da doença.

Como é feito o diagnóstico

O processo diagnóstico começa com avaliação clínica e escuta cuidadosa do histórico da paciente. A partir dessas informações, o profissional de saúde pode solicitar exames de imagem que auxiliam na identificação das lesões e na avaliação da extensão da doença.

Entre os exames utilizados estão a ultrassonografia com protocolos específicos para investigação da pelve e a ressonância magnética. Esses métodos contribuem para um diagnóstico mais preciso e ajudam no planejamento do tratamento adequado.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento da endometriose é individualizado e depende da intensidade dos sintomas, da extensão das lesões e dos objetivos reprodutivos da paciente. Em muitos casos, o controle clínico com medicamentos, terapia hormonal, fisioterapia pélvica e mudanças no estilo de vida pode ser suficiente para reduzir os sintomas.

Quando há comprometimento mais profundo de órgãos ou quando o tratamento clínico não apresenta resposta adequada, pode ser indicada cirurgia minimamente invasiva. Nesses casos, o procedimento deve ser realizado por equipes especializadas e acompanhado por uma abordagem multidisciplinar.

Informação e diagnóstico precoce são fundamentais

A campanha Março Amarelo reforça a importância de reconhecer os sinais da endometriose e de buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes. O acesso à informação, aliado à investigação precoce, pode contribuir para reduzir o tempo até o diagnóstico e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

Fontes:
Ministério da Saúde; Organização Mundial da Saúde (OMS); Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).

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