A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem início neste sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A mobilização é coordenada pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, e tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal antes do período de maior circulação do vírus.
O Dia D de mobilização também será realizado na mesma data, e a campanha segue até o dia 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Até o momento, já foram distribuídas 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. Para ampliar o alcance da campanha, o Governo Federal também prevê o envio de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, com o objetivo de reforçar a divulgação de informações oficiais e incentivar a adesão da população.
Público prioritário e estratégia de vacinação
A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais — grupos mais suscetíveis a formas graves da doença.
Além desses, a imunização é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.
A população indígena a partir de 6 meses segue as mesmas orientações. Crianças e pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem receber duas doses.
A vacinação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do Calendário Nacional, incluindo a vacina contra a Covid-19.
Importância da vacinação e cenário epidemiológico
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. A imunização é atualizada anualmente, acompanhando as cepas do vírus em circulação, o que reforça a importância da adesão à campanha todos os anos.
Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios no país. Até 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves identificados, a influenza corresponde a 28,1% das infecções.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. A priorização desses grupos é fundamental para a redução de casos graves e para o fortalecimento das ações de saúde pública.
A orientação é que a população pertencente aos grupos recomendados procure a unidade de saúde mais próxima para se vacinar, garantindo proteção antes do período de maior circulação do vírus.

