Horário de Atendimento

09:00h às 17:00h

Vice-presidente do CRF-GO, Daniel Jesus, ministra palestra no Sintefarma para alunos da UFMT

O Simpósio de Integração Farmacêutica, Sintefarma-UFMT, realizado no dia 16 de abril, em Barra do Garças, na Universidade Federal de Mato Grosso, promoveu um importante debate sobre os avanços no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. A ação integrou a programação do START CRF-GO, iniciativa voltada aos acadêmicos de Farmácia com o objetivo de aproximar os futuros profissionais do Conselho e ampliar a formação para além da sala de aula.

Durante o evento, o vice-presidente do CRF-GO, Daniel Jesus, ministrou curso sobre a evolução das terapias voltadas ao controle dessas doenças, destacando como a compreensão da regulação hormonal tem transformado a prática clínica e ampliado as possibilidades de cuidado ao paciente.

A relação entre obesidade e diabetes tipo 2 é direta e complexa. O excesso de gordura corporal favorece inflamação e resistência à insulina, o que pode levar à sobrecarga e à falha progressiva das células beta do pâncreas. Ao mesmo tempo, alguns tratamentos utilizados no diabetes também podem contribuir para o ganho de peso, tornando o controle metabólico ainda mais desafiador.

Esse cenário ajuda a explicar por que grande parte das pessoas com diabetes tipo 2 também apresenta sobrepeso ou obesidade. Além disso, reforça a importância da perda de peso como parte do tratamento, já que reduções entre 5% e 10% do peso corporal podem melhorar significativamente a glicemia e outros parâmetros clínicos.

Hormônios e controle metabólico

Um dos pontos centrais abordados no curso foi o papel dos hormônios no equilíbrio metabólico. A insulina atua reduzindo a glicemia e facilitando a entrada da glicose nas células. Já o glucagon exerce efeito oposto, estimulando a liberação de energia armazenada pelo organismo.

O destaque atual da ciência está nas incretinas, como GLP-1 e GIP, hormônios produzidos pelo intestino que estimulam a secreção de insulina de forma dependente da glicose e também promovem maior saciedade. Outros reguladores, como leptina, grelina e amilina, também participam desse processo e ajudam a explicar por que obesidade e diabetes exigem abordagem ampla e individualizada.

A revolução das incretinas

A compreensão do chamado efeito incretina mudou a forma de tratar o diabetes tipo 2 e a obesidade. Esse mecanismo mostra que a glicose ingerida por via oral estimula maior secreção de insulina do que a glicose administrada por via intravenosa, devido à ação dos hormônios intestinais.

Com base nessa descoberta, surgiram terapias como liraglutida e semaglutida, que passaram a se destacar pela eficácia no controle glicêmico, na perda de peso e pelos benefícios cardiovasculares em perfis específicos de pacientes.

Mais recentemente, a tirzepatida ampliou esse avanço ao atuar de forma dupla sobre GLP-1 e GIP, apresentando resultados ainda mais expressivos na redução da glicemia e do peso corporal.

Novas perspectivas para o tratamento

O curso também abordou as perspectivas futuras da terapêutica, com moléculas que associam múltiplos mecanismos hormonais. Entre os destaques estão a amicretina, com ação em GLP-1 e amilina, a retatrutida, agonista triplo de GLP-1, GIP e glucagon, e a MariTide, que une agonismo de GLP-1 com antagonismo do receptor de GIP em formulação mensal.

Esses avanços reforçam uma nova compreensão sobre a obesidade: a de uma doença crônica, multifatorial e que requer tratamento contínuo, individualizado e baseado em evidências.

Formação, atualização e cuidado farmacêutico

Ao levar esse debate ao ambiente universitário, o START CRF-GO fortalece a conexão entre formação acadêmica, prática profissional e compromisso com a saúde da população. A participação do vice-presidente do CRF-GO, Daniel Jesus, no Sintefarma -UFMT também evidenciou a importância do farmacêutico na orientação segura sobre o uso de medicamentos, na promoção da adesão ao tratamento e no combate à desinformação.

Mais do que apresentar novas terapias, o encontro reforçou a necessidade de um cuidado integral, que envolva acompanhamento profissional, alimentação adequada, atividade física, suporte emocional e informação de qualidade.

A discussão sobre obesidade e diabetes tipo 2 mostra que o futuro da assistência em saúde já está em curso, com abordagens mais precisas, humanas e eficazes. E o farmacêutico tem papel cada vez mais relevante nessa transformação.

Adicionar um comentário

Nome*
Telefone*
Email*
Comentário
 
CRF-GO | FALE COM A PRESIDENTE
Whatsapp

Atendimento

Whatsapp

Apenas agendamento

Acesso informação
CRF-GO | FALE COM A PRESIDENTE
Whatsapp

Atendimento

Whatsapp

Apenas agendamento

Acesso informação