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Pesquisa da UFG mostra potencial da babosa na produção de bioprodutos e na identificação de digitais

Uma planta conhecida há gerações pelo uso popular em cuidados com a pele tem ganhado espaço também nos laboratórios de pesquisa e em aplicações tecnológicas. A babosa, ou Aloe vera, foi tema de reportagem do Jornal do Campo GO, da TV Anhanguera, publicada no G1, que destacou o avanço do cultivo da espécie em Goiás e suas possibilidades de uso na saúde, na cosmética e até na segurança pública.

Na reportagem, o professor Edemilson Cardoso da Conceição, da Universidade Federal de Goiás (UFG), concedeu entrevista sobre os estudos desenvolvidos com a planta e explicou como a ciência tem contribuído para ampliar o aproveitamento da babosa a partir de critérios técnicos e farmacêuticos.

Da tradição popular à pesquisa científica

Conhecida principalmente pelo uso doméstico em hidratação e cuidados com a pele, a babosa possui compostos bioativos que despertam o interesse de pesquisadores. Segundo o professor entrevistado pelo Jornal do Campo GO, a planta produz substâncias para sua própria proteção e adaptação ao ambiente, e esses mecanismos naturais podem ser estudados para o desenvolvimento de novas soluções.

Na UFG, as pesquisas conduzidas no Laboratório de Desenvolvimento de Bioprodutos têm buscado transformar esse potencial em produtos com aplicação prática. Entre os exemplos citados estão formulações como repelente natural, sabonete facial e componentes voltados ao apoio de técnicas de identificação humana.

Aplicação forense chama atenção

Um dos pontos destacados na entrevista foi o uso do extrato de babosa como apoio à identificação de impressões digitais. A propriedade hidratante da planta pode auxiliar na visualização das papilas dos dedos, facilitando procedimentos papiloscópicos utilizados em investigações.

A aplicação demonstra como uma espécie tradicionalmente associada à fitoterapia e à cosmética pode também contribuir com áreas como a segurança pública, quando estudada com metodologia científica e controle técnico.

Atuação farmacêutica no desenvolvimento de bioprodutos

Para o Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO), iniciativas como essa reforçam a importância da atuação farmacêutica na pesquisa, no desenvolvimento e na validação de produtos de origem vegetal.

O farmacêutico tem papel estratégico em etapas como a identificação correta da espécie vegetal, a padronização dos extratos, a avaliação da segurança, o controle de qualidade e a orientação sobre o uso adequado. Esse trabalho é fundamental para que o conhecimento popular seja transformado em produtos seguros, eficazes e com respaldo científico.

No caso da babosa, a atuação de pesquisadores farmacêuticos contribui para diferenciar o uso doméstico da planta de formulações desenvolvidas em ambiente laboratorial, com critérios de qualidade e segurança.

Ciência, inovação e valorização da fitoterapia

A reportagem do Jornal do Campo GO evidencia o crescimento do interesse pela babosa entre produtores e pesquisadores. Em Goiás, a união entre cultivo, pesquisa universitária e conhecimento farmacêutico abre novas possibilidades para o desenvolvimento de bioprodutos e para a valorização da fitoterapia.

Com a contribuição da UFG e de profissionais como o professor Edemilson Cardoso da Conceição, a babosa deixa de ser vista apenas como uma planta medicinal de uso popular e passa a ocupar espaço também como matéria-prima para inovação em saúde, cosmética e tecnologia aplicada.

Fonte: Jornal do Campo GO | TV Anhanguera | G1

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