A procura por medicamentos sem receita médica segue em alta no Brasil e acende um alerta para os riscos da automedicação. Levantamento divulgado pela plataforma Olá Doutor, com base em pesquisas realizadas no Google nos últimos 12 meses, apontou quais medicamentos aparecem com maior frequência em buscas acompanhadas da expressão “sem receita” e variações semelhantes.
O ranking reúne medicamentos relacionados a diferentes áreas, como emagrecimento, diabetes, saúde mental, infecções, reposição hormonal e tratamento dermatológico. A lista chama atenção por incluir substâncias que exigem avaliação profissional, prescrição e acompanhamento adequado.
Segundo o levantamento, a sibutramina lidera as buscas, com 102.330 pesquisas. Em seguida aparecem Mounjaro, com 81.460 buscas; sertralina, com 47.330; amoxicilina, com 37.870; e Ozempic, com 36.160. Também aparecem entre os mais procurados Ritalina, Venvanse, testosterona, Roacutan e Prosoy.
Confira o ranking divulgado:
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Sibutramina sem receita: 102.330 buscas
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Mounjaro sem receita: 81.460 buscas
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Sertralina sem receita: 47.330 buscas
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Amoxicilina sem receita: 37.870 buscas
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Ozempic sem receita: 36.160 buscas
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Ritalina sem receita: 19.990 buscas
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Venvanse sem receita: 18.650 buscas
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Testosterona sem receita: 14.370 buscas
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Roacutan sem receita: 9.340 buscas
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Prosoy sem receita: 8.800 buscas
Os dados revelam um comportamento preocupante: muitas pessoas recorrem à internet em busca de medicamentos que demandam orientação profissional. Em alguns casos, os produtos estão associados ao controle de peso; em outros, ao tratamento de condições como transtornos de saúde mental, infecções bacterianas, alterações hormonais e acne severa.
Medicamentos como sibutramina, semaglutida, tirzepatida, antidepressivos, antibióticos, estimulantes, hormônios e isotretinoína devem ser utilizados apenas quando indicados por profissional habilitado. O uso sem avaliação adequada pode causar reações adversas, interações medicamentosas, mascaramento de sintomas, agravamento de doenças e outros danos à saúde.
A automedicação ainda é uma prática frequente no país. Pesquisa divulgada pelo Conselho Federal de Farmácia, com base em dados do ICTQ, apontou que 86% dos brasileiros entrevistados admitiram tomar medicamentos sem orientação de um prescritor. O dado reforça a necessidade de ampliar o debate sobre o uso racional de medicamentos e o papel dos profissionais de saúde na orientação da população.
O CRF-GO alerta que a busca por soluções rápidas não deve substituir consulta, diagnóstico e acompanhamento profissional. Cada medicamento possui indicação, dose, contraindicações e cuidados específicos. Mesmo quando há relatos positivos em redes sociais ou recomendações informais, o uso sem acompanhamento pode trazer riscos.
O farmacêutico tem papel fundamental na promoção do uso seguro e racional de medicamentos. Cabe a esse profissional orientar a população sobre riscos da automedicação, necessidade de prescrição quando exigida, armazenamento correto, possíveis efeitos adversos e importância de seguir o tratamento conforme orientação profissional.
Diante do aumento das buscas por medicamentos sem receita, o CRF-GO reforça: informação em saúde deve caminhar junto com responsabilidade. Antes de utilizar qualquer medicamento, procure orientação de um profissional habilitado.

