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Anvisa faz alerta sobre uso de anéis inteligentes para monitorar a saúde

Equipamentos disponíveis no mercado também não estão autorizados pela Agência para medição não invasiva de glicose ou oximetria

Relógios, aplicativos e anéis inteligentes estão cada vez mais presentes na rotina de quem deseja acompanhar informações sobre sono, frequência cardíaca e outros indicadores. Apesar das funcionalidades oferecidas por esses dispositivos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta: os dados apresentados não devem ser utilizados para confirmar ou descartar doenças.

Em geral, os anéis inteligentes são desenvolvidos como acessórios de bem-estar e apoio à prática esportiva, sem finalidade médica. Já dispositivos destinados ao apoio ao diagnóstico ou à medição de parâmetros fisiológicos de uso clínico precisam ser regularizados pela Anvisa.

Entre esses parâmetros estão pressão arterial, oximetria, glicemia, eletrocardiograma, identificação de ritmo cardíaco irregular e alertas relacionados a possíveis enfermidades.

Glicose e oximetria: atenção às promessas

Atualmente, não existem smartwatches ou anéis vestíveis autorizados pela Anvisa para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Isso significa que a capacidade desses produtos de realizar essas medições ainda não foi comprovada pelos fabricantes perante a Agência.

A precisão é especialmente importante quando uma informação pode interferir em decisões relacionadas à saúde. Uma medição incorreta de glicemia, por exemplo, pode levar ao uso inadequado de insulina.

A Anvisa esclarece ainda que, em determinadas situações, a regularização pode estar relacionada ao software ou aplicativo responsável por processar os dados obtidos pelos sensores, e não necessariamente ao dispositivo utilizado para coletá-los.

Dados não substituem avaliação profissional

Na prática, informações fornecidas por anéis inteligentes não devem servir de base para definir tratamentos, alterar o uso de medicamentos ou substituir exames e avaliações realizados por profissionais de saúde.

Um alerta apresentado pelo dispositivo não confirma a existência de uma doença. Da mesma forma, indicadores considerados normais pelo equipamento não são suficientes para descartar um problema de saúde.

Até o momento, a Anvisa não possui software médico regularizado especificamente para utilizar somente dados provenientes de anéis inteligentes. Alguns softwares médicos já regularizados, no entanto, podem utilizar informações provenientes desses dispositivos, desde que dentro das condições estabelecidas em sua regularização.

Como saber se um dispositivo está regularizado?

A regularização sanitária permite verificar se dispositivos médicos atendem aos requisitos de segurança, qualidade e desempenho necessários para sua comercialização no país.

Produtos irregulares podem apresentar resultados imprecisos e dificultar também a rastreabilidade, já que podem não possuir fabricante ou responsável legal devidamente identificado.

Antes de adquirir um dispositivo que promete realizar medições ou fornecer informações com finalidade médica, o consumidor pode consultar sua situação diretamente no portal da Anvisa:

Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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