Agência recomenda atenção aos níveis da vitamina em pacientes que utilizam medicamentos à base de carbidopa e levodopa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o risco de deficiência de vitamina B6 (piridoxina) em pacientes que utilizam medicamentos contendo carbidopa/levodopa, utilizados no tratamento da doença de Parkinson.
Segundo a agência, a deficiência de vitamina B6 pode estar associada à ocorrência de convulsões. O alerta foi emitido após a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) identificar casos de convulsões relacionados à deficiência da vitamina em pacientes que utilizavam medicamentos dessa classe.
A Anvisa informou que, até o momento, não foram identificados casos semelhantes notificados no Brasil.
Bula será atualizada
Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização da bula do medicamento Carbidol, que contém carbidopa/levodopa, para incluir informações sobre o risco de deficiência de vitamina B6.
A agência também recomendou a avaliação dos níveis de vitamina B6 antes do início do tratamento e de forma periódica durante o uso do medicamento, conforme avaliação clínica e acompanhamento do paciente.
De acordo com a Anvisa, a medida tem caráter preventivo e busca ampliar as informações disponíveis para profissionais de saúde e pacientes, contribuindo para a identificação precoce de possíveis sinais de deficiência da vitamina e para o uso seguro dos medicamentos.
Atenção dos profissionais de saúde
O alerta reforça a importância do acompanhamento dos pacientes que utilizam medicamentos à base de carbidopa/levodopa e da análise individualizada de possíveis fatores de risco.
O farmacêutico, como profissional diretamente relacionado ao uso seguro e racional de medicamentos, pode contribuir para a orientação dos pacientes, identificação de possíveis problemas relacionados à farmacoterapia e encaminhamento para avaliação profissional quando necessário.
Pacientes que utilizam carbidopa/levodopa não devem interromper ou modificar o tratamento por conta própria. Em caso de dúvidas ou de qualquer alteração durante o tratamento, a orientação é procurar o profissional de saúde responsável pelo acompanhamento.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

